O tempo para ele não serviu como a distância entre a causa e o efeito.
Cometeu um erro irreversível,desses que marcam a ferro e fogo,cheiram mal, grudam na memória da pele e da mente.
Todos os dias o remorso o roía até os ossos.
Lutava entre a amnésia e a lembrança.
O presente para ele era o futuro que sobrou do passado.Sem perspectivas, pois estas se encontravam esgotadas.
O passado se fundia com o presente deixando-o sem futuro.
Vivia no ontem, atado a um passado/presente.
Apegado ao passado, se sentia um prisioneiro que cai em uma areia movediça, afundando pouco a pouco e deixando em cima um futuro sem salva-guardas.
O presente é o passado vivido no ontem que gera acúmulo de experiências e o impulsionam à construção de um futuro.
E sua persona é um somatório do que você já foi, o que possibilita a construção de um futuro no presente em um espaço de tempo aberto.
Mas, não era o seu caso.
Pois, como me referi no começo seu erro era irreversível não o deixando caminhar.
Passara trinta anos fugindo, sobrevivendo a um presente, algemado ao passado e sem futuro.
Foi quando chegou a seguinte conclusão:
Para que o passado existisse ele precisava ser apagado.
Não podia voltar atrás e fazer um novo começo e nem recomeçar e fazer um novo fim.
Sua solução foi então apagar-se do presente e do futuro que sobrou do passado.
Mariza Raja.
segunda-feira, 24 de março de 2008
sábado, 15 de março de 2008
O IMPULSO
Ela gostava de ficar sozinha, ter um tempo para dar um mergulho dentro de si.
Era quando tentava enfrentar seus medos, culpas, remoer os remorsos e passar a limpo seus sonhos.
Tinha por hábito separar alegrias e tristezas, ganhos e perdas.
Repassava-os mentalmente, depois colocava-os no papel como um balancete comercial.
Fazia seus ajustes sempre, erros e acertos,o que deixou de fazer, e o que precisava melhorar.
Almejava uma harmonia interna e externa com o marido, filhos , parentes, amigos e colegas de trabalho.
Procurava sempre o seu prumo, embora muitas vezes o perdesse, tomada por impulsos que a levavam a uma decisão precipitada.
Nestes momentos, empurrava-os para o item acerto de contas no seu balancete.
Já há algum tempo vinha sentindo a necessidade de se isolar. Foi quando surgiu a oportunidade com a viagem de negócios do seu marido.
Aproveitou então, deixou as crianças com a mãe e foi para Búzios passar o final de semana.
Chegou , deixou a bagagem no quarto da pousada e foi curtir o final da tarde caminhando na areia.
Cansada, sentou-se para curtir o adormecer do sol e não notou quando um homem jovem sentou-se ao seu lado e sorrindo a cumprimentou.
Respondeu,olhando-o bem dentro dos olhos encantada com o que viu e sentiu, um desejo intenso. por aquele desconhecido.
Acasalaram-se trêmulos de paixão tendo apenas o mar como testemunha.
Ao final ficou ainda deitada por um tempo e ele foi-se de mansinho como chegou.
No banheiro abriu o chuveiro, deixou a água escorrer pelo seu corpo lavando aquela sensação de arrependimento pelo seu impulso, e deixando
o prazer intenso do orgasmo que tivera com o estranho.
Enquanto se ensaboava lembrava de um velho provérbio chinês que diz:
“Existem três coisas na vida que não voltam atrás, a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.”
Mariza Raja.
Era quando tentava enfrentar seus medos, culpas, remoer os remorsos e passar a limpo seus sonhos.
Tinha por hábito separar alegrias e tristezas, ganhos e perdas.
Repassava-os mentalmente, depois colocava-os no papel como um balancete comercial.
Fazia seus ajustes sempre, erros e acertos,o que deixou de fazer, e o que precisava melhorar.
Almejava uma harmonia interna e externa com o marido, filhos , parentes, amigos e colegas de trabalho.
Procurava sempre o seu prumo, embora muitas vezes o perdesse, tomada por impulsos que a levavam a uma decisão precipitada.
Nestes momentos, empurrava-os para o item acerto de contas no seu balancete.
Já há algum tempo vinha sentindo a necessidade de se isolar. Foi quando surgiu a oportunidade com a viagem de negócios do seu marido.
Aproveitou então, deixou as crianças com a mãe e foi para Búzios passar o final de semana.
Chegou , deixou a bagagem no quarto da pousada e foi curtir o final da tarde caminhando na areia.
Cansada, sentou-se para curtir o adormecer do sol e não notou quando um homem jovem sentou-se ao seu lado e sorrindo a cumprimentou.
Respondeu,olhando-o bem dentro dos olhos encantada com o que viu e sentiu, um desejo intenso. por aquele desconhecido.
Acasalaram-se trêmulos de paixão tendo apenas o mar como testemunha.
Ao final ficou ainda deitada por um tempo e ele foi-se de mansinho como chegou.
No banheiro abriu o chuveiro, deixou a água escorrer pelo seu corpo lavando aquela sensação de arrependimento pelo seu impulso, e deixando
o prazer intenso do orgasmo que tivera com o estranho.
Enquanto se ensaboava lembrava de um velho provérbio chinês que diz:
“Existem três coisas na vida que não voltam atrás, a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.”
Mariza Raja.
Assinar:
Postagens (Atom)