Na disputa entre o clero e a ciência, no caso das células troncos, a religião ganhou o primeiro round com o adiamento do julgamento.
Entretanto ainda hoje verificamos que a Igreja Católica continua no obscurantismo da época da Inquisição.
Sua postura continua sendo a de ser contra todo e qualquer tipo de descoberta ou avanço tecnológico quer na área científica ou genética que venha a colocar em xeque os seus dogmas.
Temos com isso a proibição de um Planejamento Familiar, pois é vedado o uso de preservativos bem como de remédios anticoncepcionais.Por ser o sexo permitido apenas para a procriação.
No caso em julgamento, as células tronco,a atitude do clero torna-se contrária, por julgar que os embriões são seres vivos,e sua manipulação , um pecado social.
Entretanto as células em questão são capazes de assumir a forma e a função de qualquer tecido como neurônios, células musculares, ósseas e etc...e seus estudos trariam um grande avanço para determinadas doenças ainda hoje sem cura.
A impressão que nos fica é que a Igreja Católica, além dos seus dogmas, não quer aceitar ou enxergar que tudo na Terra, no Universo,está sempre em evolução e mutação.
Que a morte é o espaço,o tempo a vida, e esta não pode ser adiada.
Mariza Raja
sexta-feira, 18 de abril de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
ERRO IRREVERSÍVEL
O tempo para ele não serviu como a distância entre a causa e o efeito.
Cometeu um erro irreversível,desses que marcam a ferro e fogo,cheiram mal, grudam na memória da pele e da mente.
Todos os dias o remorso o roía até os ossos.
Lutava entre a amnésia e a lembrança.
O presente para ele era o futuro que sobrou do passado.Sem perspectivas, pois estas se encontravam esgotadas.
O passado se fundia com o presente deixando-o sem futuro.
Vivia no ontem, atado a um passado/presente.
Apegado ao passado, se sentia um prisioneiro que cai em uma areia movediça, afundando pouco a pouco e deixando em cima um futuro sem salva-guardas.
O presente é o passado vivido no ontem que gera acúmulo de experiências e o impulsionam à construção de um futuro.
E sua persona é um somatório do que você já foi, o que possibilita a construção de um futuro no presente em um espaço de tempo aberto.
Mas, não era o seu caso.
Pois, como me referi no começo seu erro era irreversível não o deixando caminhar.
Passara trinta anos fugindo, sobrevivendo a um presente, algemado ao passado e sem futuro.
Foi quando chegou a seguinte conclusão:
Para que o passado existisse ele precisava ser apagado.
Não podia voltar atrás e fazer um novo começo e nem recomeçar e fazer um novo fim.
Sua solução foi então apagar-se do presente e do futuro que sobrou do passado.
Mariza Raja.
Cometeu um erro irreversível,desses que marcam a ferro e fogo,cheiram mal, grudam na memória da pele e da mente.
Todos os dias o remorso o roía até os ossos.
Lutava entre a amnésia e a lembrança.
O presente para ele era o futuro que sobrou do passado.Sem perspectivas, pois estas se encontravam esgotadas.
O passado se fundia com o presente deixando-o sem futuro.
Vivia no ontem, atado a um passado/presente.
Apegado ao passado, se sentia um prisioneiro que cai em uma areia movediça, afundando pouco a pouco e deixando em cima um futuro sem salva-guardas.
O presente é o passado vivido no ontem que gera acúmulo de experiências e o impulsionam à construção de um futuro.
E sua persona é um somatório do que você já foi, o que possibilita a construção de um futuro no presente em um espaço de tempo aberto.
Mas, não era o seu caso.
Pois, como me referi no começo seu erro era irreversível não o deixando caminhar.
Passara trinta anos fugindo, sobrevivendo a um presente, algemado ao passado e sem futuro.
Foi quando chegou a seguinte conclusão:
Para que o passado existisse ele precisava ser apagado.
Não podia voltar atrás e fazer um novo começo e nem recomeçar e fazer um novo fim.
Sua solução foi então apagar-se do presente e do futuro que sobrou do passado.
Mariza Raja.
sábado, 15 de março de 2008
O IMPULSO
Ela gostava de ficar sozinha, ter um tempo para dar um mergulho dentro de si.
Era quando tentava enfrentar seus medos, culpas, remoer os remorsos e passar a limpo seus sonhos.
Tinha por hábito separar alegrias e tristezas, ganhos e perdas.
Repassava-os mentalmente, depois colocava-os no papel como um balancete comercial.
Fazia seus ajustes sempre, erros e acertos,o que deixou de fazer, e o que precisava melhorar.
Almejava uma harmonia interna e externa com o marido, filhos , parentes, amigos e colegas de trabalho.
Procurava sempre o seu prumo, embora muitas vezes o perdesse, tomada por impulsos que a levavam a uma decisão precipitada.
Nestes momentos, empurrava-os para o item acerto de contas no seu balancete.
Já há algum tempo vinha sentindo a necessidade de se isolar. Foi quando surgiu a oportunidade com a viagem de negócios do seu marido.
Aproveitou então, deixou as crianças com a mãe e foi para Búzios passar o final de semana.
Chegou , deixou a bagagem no quarto da pousada e foi curtir o final da tarde caminhando na areia.
Cansada, sentou-se para curtir o adormecer do sol e não notou quando um homem jovem sentou-se ao seu lado e sorrindo a cumprimentou.
Respondeu,olhando-o bem dentro dos olhos encantada com o que viu e sentiu, um desejo intenso. por aquele desconhecido.
Acasalaram-se trêmulos de paixão tendo apenas o mar como testemunha.
Ao final ficou ainda deitada por um tempo e ele foi-se de mansinho como chegou.
No banheiro abriu o chuveiro, deixou a água escorrer pelo seu corpo lavando aquela sensação de arrependimento pelo seu impulso, e deixando
o prazer intenso do orgasmo que tivera com o estranho.
Enquanto se ensaboava lembrava de um velho provérbio chinês que diz:
“Existem três coisas na vida que não voltam atrás, a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.”
Mariza Raja.
Era quando tentava enfrentar seus medos, culpas, remoer os remorsos e passar a limpo seus sonhos.
Tinha por hábito separar alegrias e tristezas, ganhos e perdas.
Repassava-os mentalmente, depois colocava-os no papel como um balancete comercial.
Fazia seus ajustes sempre, erros e acertos,o que deixou de fazer, e o que precisava melhorar.
Almejava uma harmonia interna e externa com o marido, filhos , parentes, amigos e colegas de trabalho.
Procurava sempre o seu prumo, embora muitas vezes o perdesse, tomada por impulsos que a levavam a uma decisão precipitada.
Nestes momentos, empurrava-os para o item acerto de contas no seu balancete.
Já há algum tempo vinha sentindo a necessidade de se isolar. Foi quando surgiu a oportunidade com a viagem de negócios do seu marido.
Aproveitou então, deixou as crianças com a mãe e foi para Búzios passar o final de semana.
Chegou , deixou a bagagem no quarto da pousada e foi curtir o final da tarde caminhando na areia.
Cansada, sentou-se para curtir o adormecer do sol e não notou quando um homem jovem sentou-se ao seu lado e sorrindo a cumprimentou.
Respondeu,olhando-o bem dentro dos olhos encantada com o que viu e sentiu, um desejo intenso. por aquele desconhecido.
Acasalaram-se trêmulos de paixão tendo apenas o mar como testemunha.
Ao final ficou ainda deitada por um tempo e ele foi-se de mansinho como chegou.
No banheiro abriu o chuveiro, deixou a água escorrer pelo seu corpo lavando aquela sensação de arrependimento pelo seu impulso, e deixando
o prazer intenso do orgasmo que tivera com o estranho.
Enquanto se ensaboava lembrava de um velho provérbio chinês que diz:
“Existem três coisas na vida que não voltam atrás, a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.”
Mariza Raja.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
POR QUE A CLASSE MÉDIA APLAUDE?
POR QUE A CLASSE MÉDIA APLAUDE?
Deu na primeira página do jornal os aplausos da classe média aos policiais torturadores do filme “TROPA DE ELITE”.
O filme que ainda não entrou em cartaz em cadeia nacional já desencadeou uma série de debates, crônicas e manchetes de jornais, apesar de não ter sido .indicado para representar o Brasil no Oscar de melhor película estrangeira.
Começou causando polêmica devido a grande vendagem de DVDS piratas,
e continuou repercutindo, com as atrocidades cometidas pelos integrantes do BOPE, a chamada tropa de elite da polícia.
Os aplausos da classe média aos torturadores de elite , causaram um grande mal-estar na mídia.
Por quê?
Vejo como uma grande catarse um exorcismo do medo pela impunidade.
Os aplausos parecem dizer:”Alguém tem que dar o troco”.
Pois, quem não teve um parente ,amigo, vizinho ou conhecido, assaltado seqüestrado, brutalmente espancado ou morto por esses meliante?
E no entanto devido a um Código Penal ultrapassado esses assassinos podem responder por seus crimes em liberdade ou quando presos passar pouco tempo na cadeia.
E nós cada vez mais cerceados em nossos direitos de ir e vir.
Em quem acreditar? Como julgar?
Clamamos por justiça àqueles que elegemos como nossos legítimos representantes,mas estes por sua vez estão mais preocupados em manter o seu poder por métodos excusos.
A polícia, esta, espanca e mata valendo-se da “Lei de Talião”, uma das mais antigas da humanidade que prescrevia que devia haver uma proporcionalidade entre o crime e o castigo e dizia:”Olho por Olho e Dente
por Dente”. Assim pergunto: “APLAUDIMOS OU NÃO”?
Deu na primeira página do jornal os aplausos da classe média aos policiais torturadores do filme “TROPA DE ELITE”.
O filme que ainda não entrou em cartaz em cadeia nacional já desencadeou uma série de debates, crônicas e manchetes de jornais, apesar de não ter sido .indicado para representar o Brasil no Oscar de melhor película estrangeira.
Começou causando polêmica devido a grande vendagem de DVDS piratas,
e continuou repercutindo, com as atrocidades cometidas pelos integrantes do BOPE, a chamada tropa de elite da polícia.
Os aplausos da classe média aos torturadores de elite , causaram um grande mal-estar na mídia.
Por quê?
Vejo como uma grande catarse um exorcismo do medo pela impunidade.
Os aplausos parecem dizer:”Alguém tem que dar o troco”.
Pois, quem não teve um parente ,amigo, vizinho ou conhecido, assaltado seqüestrado, brutalmente espancado ou morto por esses meliante?
E no entanto devido a um Código Penal ultrapassado esses assassinos podem responder por seus crimes em liberdade ou quando presos passar pouco tempo na cadeia.
E nós cada vez mais cerceados em nossos direitos de ir e vir.
Em quem acreditar? Como julgar?
Clamamos por justiça àqueles que elegemos como nossos legítimos representantes,mas estes por sua vez estão mais preocupados em manter o seu poder por métodos excusos.
A polícia, esta, espanca e mata valendo-se da “Lei de Talião”, uma das mais antigas da humanidade que prescrevia que devia haver uma proporcionalidade entre o crime e o castigo e dizia:”Olho por Olho e Dente
por Dente”. Assim pergunto: “APLAUDIMOS OU NÃO”?
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